Integra Automação Industrial

Setor · Saneamento · Revisado em 2 de agosto de 2026 por Equipe técnica Integra

Automação para Saneamento

Automação para saneamento é a engenharia de controle que faz um sistema geograficamente distribuído — captação, adução, ETA (estação de tratamento de água), reservatórios, boosters e ETE (estação de tratamento de esgoto) — operar como uma única planta: telemetria que traz cada unidade remota para o centro de controle, dosagem química controlada e registrada dentro do padrão de potabilidade e bombeamento governado por pressão, nível e custo de energia. Para esse escopo, a Integra Automação Industrial oferece engenharia com foco em SCADA (sistema de supervisão e aquisição de dados) distribuído, telemetria para saneamento, controle regulatório de dosagem e cibersegurança OT (tecnologia operacional).

O que muda na automação de saneamento

Quatro frentes com exigências de controle diferentes

Saneamento não é uma planta: é um conjunto de unidades espalhadas por quilômetros — algumas com processo químico e biológico denso, outras com um par de bombas e um rádio. A automação precisa servir às duas pontas.

Captação e adução

Poços, captações superficiais e elevatórias de água bruta, quase sempre distantes da sede. O controle local precisa proteger as bombas — nível, pressão, corrente do motor — e operar sozinho quando o link de comunicação cai; a telemetria traz status, medições e alarmes para o centro de controle.

ETA — estação de tratamento de água

Coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção. A automação coordena dosagem química proporcional à vazão, sequência de lavagem de filtros e o registro contínuo de turbidez, cloro residual e pH que sustenta a conformidade com o padrão de potabilidade.

Reservatórios e boosters

Dezenas de pontos espalhados pela cidade, com lógica liga/desliga por nível, controle de pressão de rede e janelas tarifárias de bombeamento. É onde a telemetria deixa de ser conveniência e vira condição para operar: sem dado de nível confiável, sobra caminhão e ronda noturna.

ETE — estação de tratamento de esgoto

Elevatórias de esgoto ao longo da rede e o processo biológico na estação. A aeração costuma dominar o consumo de energia da ETE: controle de OD (oxigênio dissolvido), sopradores com inversor de frequência e retorno de lodo pedem malhas bem sintonizadas para tratar dentro do licenciamento sem desperdiçar energia.

Sistema distribuído

SCADA distribuído e telemetria: a planta tem quilômetros de extensão

Numa fábrica, o controlador e o operador estão no mesmo prédio. Em saneamento, a captação pode estar a dezenas de quilômetros da ETA, e cada bairro tem seu reservatório ou booster. O projeto de supervisão começa pelo mapa.

O centro de controle operacional (CCO) consolida em um único supervisório o que está espalhado pelo território: status e comando das elevatórias, níveis de reservatório, pressões de rede, vazões macromedidas e os alarmes de cada unidade. Entre o CCO e o campo, convivem meios de comunicação heterogêneos — rádio licenciado, rede celular, fibra onde existe — e equipamentos de gerações diferentes. O projeto de telemetria trata isso como requisito, não como exceção: protocolos adequados a link intermitente, marcação de qualidade do dado, armazenamento local com reenvio quando a comunicação volta e diagnóstico do próprio canal. Sem esse cuidado, o histórico nasce cheio de lacunas e a operação volta a confiar no telefone.

Há também um problema clássico de escala: dezenas de unidades geram milhares de eventos, e um CCO afogado em avisos deixa de enxergar o alarme que importa. Racionalização e priorização de alarmes, na linha da norma ISA-18.2, fazem parte do projeto de supervisão tanto quanto as telas — que a Integra padroniza entre unidades em projetos de modernização de SCADA, sobre plataformas como o Elipse E3.

Dosagem química

Cloro, flúor e coagulante: controle regulatório com registro

A dosagem química de uma ETA é um caso de controle regulatório com consequência sanitária: subdosar compromete a desinfecção, sobredosar gera custo e risco. E tudo precisa ficar registrado.

A estratégia típica combina dosagem proporcional à vazão tratada (feedforward) com correção pela medição em linha — cloro residual, pH, turbidez — em malhas de controle regulatório PID sintonizadas para a dinâmica lenta do processo. Intertravamentos completam o quadro: bloquear dosagem sem vazão confirmada, alarmar desvio de analisador, sinalizar nível baixo de produto químico antes que a dosagem pare por falta. A lavagem de filtros entra como sequência automatizada, com critérios de perda de carga e turbidez de saída definidos junto à operação.

O registro é a outra metade do trabalho. A Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021, do Ministério da Saúde, alterou o Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017 para dispor sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade — é no Anexo XX que o padrão vigente está consolidado.

O plano de amostragem, os laudos laboratoriais e a responsabilidade sanitária permanecem com o responsável técnico da companhia; o que a automação acrescenta é a série contínua — dosagens aplicadas, medições em linha, eventos de processo — consolidada num historian como o FactoryTalk Historian ou o PI System, pronta para responder a uma pergunta da vigilância ou da agência reguladora com consulta, e não com reconstrução manual.

O que a Integra entrega em saneamento

  • Diagnóstico de automação e telemetria por unidade (captação, ETA, reservação, boosters, elevatórias e ETE)
  • SCADA distribuído com centro de controle operacional e telas padronizadas entre unidades
  • Telemetria de unidades remotas com CLPs e UTRs (unidades terminais remotas), tratamento de falha de comunicação e histórico sem lacunas
  • Controle de dosagem química (coagulante, cloro e flúor) com registro contínuo para apoiar a conformidade
  • Malhas de pressão, nível e vazão sintonizadas para bombeamento com inversores de frequência
  • Historian e relatórios de processo para qualidade da água, perdas e energia por unidade
  • Segmentação de rede e cibersegurança OT alinhada à IEC 62443 para telemetria e acesso remoto
  • Comissionamento com FAT e SAT (testes de aceitação em fábrica e em campo) e partida sem interromper o abastecimento

Perdas e energia

Bombeamento: onde perdas de água e conta de energia se encontram

Boa parte da energia de um sistema de saneamento vira pressão — e pressão em excesso vira vazamento. Controlar uma coisa é controlar a outra.

Rede pressurizada além do necessário — situação comum de madrugada, quando o consumo cai — aumenta tanto as perdas por vazamento quanto a frequência de rompimentos. Bombas com inversor de frequência em malha de pressão mantêm o setpoint que a hidráulica pede em cada faixa horária, no lugar do liga/desliga a plena carga. Onde a reservação permite, a lógica desloca o bombeamento para fora do horário de ponta tarifário.

A macromedição por setor, trazida pela telemetria para a mesma base histórica, permite comparar volume bombeado e volume entregue ao longo do tempo — o dado de partida de qualquer programa de redução de perdas. Indicadores como consumo de energia por volume bombeado, acompanhados por unidade no historian, mostram se a eficiência está melhorando ou apenas mudando de lugar.

Infraestrutura crítica

Cibersegurança OT: a telemetria amplia a superfície de exposição

O mesmo link que traz o nível do reservatório para o CCO é um caminho de entrada. Saneamento básico está entre as áreas estratégicas de infraestrutura crítica na política nacional — o que faz da exposição da telemetria um risco de engenharia, não apenas de TI.

Um sistema de saneamento moderno soma dezenas de pontos remotos conectados, acessos de manutenção de fornecedores e integração crescente entre a rede de operação e os sistemas corporativos de faturamento e gestão. Cada um desses elos amplia a superfície de exposição de um serviço essencial — e o saneamento básico figura entre as áreas estratégicas de infraestrutura crítica da Política Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas (Decreto nº 9.573/2018), que põe continuidade e resiliência do serviço no mesmo plano do risco cibernético.

A resposta de engenharia é estruturada: inventário de ativos, segmentação da rede em zonas e conduítes, controle de acesso remoto e monitoramento, no modelo da série ISA/IEC 62443. A Integra aplica esse modelo em redes industriais e IEC 62443, com o referencial normativo detalhado em IEC 62443 e NIST para OT e a visão geral em cibersegurança OT.

Multivendor

Elipse E3, Rockwell e o parque que a operação herdou

Sistemas de saneamento crescem por décadas e por gestões: cada ampliação trouxe o fornecedor da época. Multivendor, aqui, é histórico — e o projeto de automação precisa partir desse fato.

No supervisório, o Elipse E3 tem histórico de aplicações em saneamento e utilities no Brasil, com casos publicados pelo próprio fabricante em companhias do setor, como a aplicação do E3 no DMAE de Porto Alegre — e é frequente que a companhia já opere com ele. Nesses casos, evoluir a aplicação existente, padronizar telas e organizar a comunicação com o campo tende a render mais do que trocar de plataforma. Em estações de tratamento maiores ou em programas amplos de modernização, um DCS (sistema digital de controle distribuído) como o PlantPAx pode se justificar pelo controle regulatório denso e pela governança de alarmes.

No chão de fábrica, controladores de gerações e marcas diferentes seguem operando lado a lado. Como o abastecimento não para para a obra, a modernização é faseada por unidade — um booster, uma elevatória, uma etapa da ETA por vez — com cutover em janelas curtas e plano de retorno testado. A Integra estrutura essa avaliação em migração de PLC e executa a virada com comissionamento planejado junto à operação.

Normas e tecnologias aplicadas no setor

  • GM/MS 888/2021 Padrão de potabilidade — Anexo XX da PRC GM/MS nº 5/2017
  • ISA-18.2 Gestão de alarmes
  • ISA/IEC 62443 Cibersegurança OT
  • Elipse E3 Supervisão e telemetria
  • PlantPAx DCS para processo contínuo

Perguntas frequentes

O que a telemetria de saneamento precisa cobrir além de “ver o reservatório”?
Ver o nível é o começo. Uma telemetria útil para operação cobre comando (partida e parada de bombas por nível ou por horário), proteção local que continua valendo sem comunicação, alarmes com prioridade definida, registro histórico sem lacunas — incluindo o período em que o link ficou fora — e diagnóstico do próprio canal de comunicação. Também precisa conviver com meios heterogêneos: rádio, rede celular e fibra costumam coexistir no mesmo sistema. A Integra oferece telemetria para saneamento como serviço estruturado, da UTR (unidade terminal remota) ao supervisório, com a lógica local tratada como programação de CLP de pleno direito, não como acessório do rádio.
Como a automação ajuda na conformidade com o padrão de potabilidade?
A Portaria GM/MS nº 888/2021 do Ministério da Saúde alterou o Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017 para dispor sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade — é no Anexo XX que o padrão vigente está consolidado. O plano de amostragem, os laudos e a responsabilidade sanitária continuam com o responsável técnico da companhia — a automação não substitui nada disso. O que ela acrescenta é a camada contínua: dosagem proporcional à vazão com correção por analisador, intertravamento que bloqueia cenários indevidos e registro histórico de turbidez, cloro residual e pH consolidado num historian como o PI System. Quando a vigilância ou a agência reguladora pergunta o que aconteceu num dia específico, a resposta vira consulta, não reconstrução.
Dá para reduzir perdas e conta de energia só com automação?
Sozinha, não — perdas dependem também da condição física da rede, da setorização e do programa de manutenção. O que a automação entrega é a parte operacional e a medição: controle de pressão que evita sobrepressão noturna (fator conhecido de rompimentos), bombeamento deslocado para fora do horário de ponta quando a reservação permite, e macromedição por setor consolidada em série histórica para orientar a caça a vazamentos. Malhas de controle regulatório PID bem sintonizadas em bombas com inversor tendem a reduzir tanto o desgaste mecânico quanto o consumo por volume bombeado. O ganho concreto varia por sistema — por isso a conversa começa com diagnóstico, não com promessa.
Por que cibersegurança OT virou pauta em saneamento?
Porque o setor combina três fatores: é infraestrutura crítica de saúde pública, opera dezenas de pontos remotos conectados por telemetria e acesso remoto de manutenção, e vem passando por concessões e investimentos que integram cada vez mais a rede de operação (OT, tecnologia operacional) aos sistemas corporativos. Cada link de rádio, cada modem celular e cada acesso de fornecedor é superfície de exposição. A resposta de engenharia é conhecida: inventário de ativos, segmentação em zonas e conduítes, controle de acesso e monitoramento, no modelo da série ISA/IEC 62443 — tratado pela Integra em redes industriais e IEC 62443 e no guia de cibersegurança OT.
A Integra trabalha com o supervisório que a companhia já usa, como o Elipse E3?
Sim. O Elipse E3 é um supervisório brasileiro com histórico de aplicações em saneamento e utilities no país, e é comum que a companhia já tenha licenças, telas e equipe habituada a ele — nesse cenário, evoluir a aplicação existente costuma fazer mais sentido do que trocar de plataforma. Em plantas de tratamento maiores ou em modernizações amplas, um DCS como o PlantPAx pode se justificar. O caminho é definido pelo parque instalado e pelo plano da companhia: a Integra atua nos dois mundos, estrutura migração de PLC por etapas e executa a virada com comissionamento planejado, sem interromper o abastecimento.

Quer revisar telemetria, dosagem ou eficiência do seu sistema?

O ponto de partida é uma triagem técnica: entender unidades, meios de comunicação, controladores e supervisório instalados antes de propor arquitetura. Escopo e diagnóstico documentado são definidos depois que a operação valida o impacto.