Integra Automação Industrial

Solução · Redes & Cibersegurança OT

Redes Industriais e IEC 62443

Projetamos e implementamos redes industriais robustas, segmentadas e seguras, alinhadas ao modelo CPwE (Converged Plantwide Ethernet) e ao framework de cibersegurança IEC 62443. Defense in depth do chão de fábrica até a integração corporativa.

Referência técnica pública

CPwE como referência para segmentação OT/IT

Arquitetura CPwE com integração OT e IT

Referência visual pública para explicar zonas, IDMZ, integração OT/IT e defesa em profundidade em redes industriais.

Fonte: Cisco + Rockwell Automation - CPwE Design and Implementation Guides · consultar documentação oficial relacionada · acesso em 12 jul. 2026

Arquitetura em camadas

Como segregamos o ambiente OT

Cada camada tem regras claras de quem fala com quem. Sem rede flat, sem caminho direto entre chão de fábrica e internet.

  1. N0-1

    Camada de Controle

    PLCs, IEDs IEC 61850, dispositivos EtherNet/IP. Comunicação determinística com latência controlada.

  2. N2

    Camada de Supervisão

    SCADA, servidores HMI, estações de operação. Segregada do controle por VLANs industriais.

  3. N3

    Camada de Informação

    Historian, AF Templates, dashboards. Saída estruturada para sistemas corporativos via DMZ.

  4. Transversal

    Camada de Segurança

    Firewalls industriais, controle de acesso, monitoramento de eventos OT, segmentação Purdue.

Arquitetura de referência Integra

O desenho que aplicamos na prática

Diagrama autoral da Integra: uma arquitetura de referência baseada em Purdue, IDMZ e Cell/Area Zones. Os controles de cada conduíte são definidos por risco e podem incluir firewall, ACL, gateway ou outros mecanismos documentados.

Arquitetura de referência Integra: segmentação plant-wide com IDMZ Diagrama em camadas do modelo Purdue: Enterprise Zone (níveis 4 e 5) no topo, IDMZ no nível 3.5, Industrial Zone com servidores de operação no nível 3 e três Cell/Area Zones (níveis 0 a 2) na base, separadas por conduítes controlados com firewall. N4-5 N3.5 N3 N0-2 ENTERPRISE ZONE · TI CORPORATIVA ERP / MES corporativo E-mail e serviços BI / nuvem corporativa conduíte controlado · firewall IDMZ · ZONA DESMILITARIZADA INDUSTRIAL RD Gateway / jump server Espelho de dados (PI-to-PI) Relay de patch e antivírus sem caminho direto TI ⇄ chão de fábrica INDUSTRIAL ZONE · SITE OPERATIONS Servidores SCADA PASS · redundância Historian dados de processo Directory / AD identidade OT Virtualização backup · DR CELL/AREA ZONE · ÁREA A HMI local · operação PLC / DCS · ControlLogix I/O · instrumentos · drives rede: anel DLR CELL/AREA ZONE · ÁREA B HMI local · operação PLC / DCS · ControlLogix I/O · instrumentos · drives rede: estrela gerenciada CELL/AREA ZONE · ÁREA C HMI local · operação PLC / DCS · ControlLogix I/O · instrumentos · drives rede: PRP (alta disp.) conduíte com firewall e regras explícitas por porta e protocolo Purdue · CPwE · IEC 62443
Diagrama Integra Automação Industrial, baseado nas referências públicas CPwE (Cisco + Rockwell Automation) e na série ISA/IEC 62443. A topologia real de cada planta é definida em diagnóstico.

Referência técnica pública

IDMZ como padrão de referência para a fronteira OT/IT

Figura IDMZ High Level Concepts mostrando zona Untrusted (Enterprise) e Trusted (Industrial) separadas por firewall com regra No Direct IACS Traffic

Print público do guia ENET-TD013A-EN-P: no desenho CPwE, a IDMZ intermedeia serviços entre TI e OT e evita tráfego IACS direto. A IEC 62443 exige zonas, conduítes e controles definidos por risco, mas não prescreve uma topologia única.

Fonte: Cisco + Rockwell Automation · Securely Traversing IACS Data across the IDMZ (ENET-TD013A-EN-P) · abrir documento citado · acesso em 12 jul. 2026

IDMZ · zona-pivô do CPwE

Quando TI e OT se integram, a IDMZ reduz exposição direta

Em arquiteturas CPwE, a IDMZ intermedeia serviços como gateways de transferência, acesso remoto, atualização e replicação de dados, evitando sessões diretas entre enterprise e a zona de controle. A seleção dos serviços e dos controles depende dos fluxos, da análise de risco e da operação real da planta.

  • ·Firewalls redundantes em modo high-availability, com regras documentadas e revisadas por mudança.
  • ·Serviços replicados (Historian, AD, WSUS, Antivírus) em vez de acesso direto enterprise→industrial.
  • ·Acesso remoto por gateway ou jump host controlado, com autenticação forte, autorização, logs e gravação de sessão quando compatível com o risco.
  • ·Pontos de desconexão (Disconnect) explícitos para isolar a planta em incidente de cibersegurança.

Como atuamos

Do diagnóstico ao plano de resposta

Cibersegurança OT não é firewall na borda. É segmentação correta, endurecimento de configuração, gestão de identidades, auditoria de mudanças e plano de resposta. Aplicamos os controles da IEC 62443 com base no nível de segurança (SL-T) definido por zona.

Zonas e conduítes

Cada área crítica recebe fronteiras lógicas, regras de comunicação e critérios de acesso alinhados ao risco operacional.

IDMZ industrial

Quando há integração entre TI e OT, uma IDMZ é uma arquitetura de referência para intermediar serviços e evitar caminhos diretos até a zona de controle.

Alta disponibilidade

DLR, PRP, redundância de uplinks e desenho de anel entram quando o custo de indisponibilidade justifica a complexidade.

O que você recebe

  • Diagnóstico de rede industrial existente com análise de risco e maturidade
  • Projeto de topologia (anel de fibra, DLR, PRP) com switches Cisco e Stratix
  • Segmentação Purdue / CPwE com VLANs, ACLs e firewalls industriais
  • Endurecimento de configuração de switches (port security, BPDU guard, storm control)
  • Integração OPC UA com camada de supervisão e informação
  • Roteiro de cibersegurança orientado à IEC 62443 SL-T por zona
  • Processo de patching OT com inventário e evidências; FactoryTalk AssetCentre pode apoiar auditoria e controle de ativos, mas não instala patches de sistema operacional
  • Diagnóstico de tráfego, loops, broadcast storms, latência e saúde de switches
  • Hardening de servidores, estações de engenharia, HMIs e switches industriais
  • Plano de monitoramento OT e resposta a incidentes com evidências operacionais
  • Documentação de rede, plano de resposta a incidentes e treinamento OT

Referência técnica pública

DLR, topologia e disponibilidade em rede industrial

Arquitetura ControlLogix com DLR convergente

Referência visual pública para contextualizar topologias de alta disponibilidade, DLR e integração de controladores em redes industriais.

Fonte: Rockwell Automation - ControlLogix High Availability Reference Architectures · consultar documentação oficial relacionada · acesso em 12 jul. 2026

Rede industrial não é cabeamento: é arquitetura operacional

A proposta técnica da Integra inclui EtherNet/IP, OPC UA, Modbus TCP/RTU, IEC 61850, Foundation Fieldbus, Profibus PA e HART quando o processo exige. O desenho define onde cada protocolo entra, quais dados cruza, qual zona protege e como a manutenção diagnostica falhas sem depender de tentativa e erro.

Ver tecnologias de redes e OT

Frameworks e referências aplicadas

  • ISA/IEC 62443 Cibersegurança OT (zonas e SL)
  • NIST SP 800-82 Guia de segurança ICS/OT
  • CPwE Arquitetura Rockwell + Cisco + Panduit
  • IEC 61850 Comunicação em subestações
  • DLR / PRP Redes de alta disponibilidade
  • OPC UA Comunicação segura entre sistemas

Perguntas frequentes

IEC 62443 é obrigatória no Brasil?
Não há lei brasileira específica obrigando IEC 62443. Ela é referência internacional adotada como base de cibersegurança industrial, citada em auditorias corporativas e em requisitos de clientes finais em diversos setores. É o padrão técnico que recomendamos para projetos novos.
Como vocês fazem segmentação sem parar a planta?
Trabalhamos por fases: primeiro mapeamos o tráfego real, desenhamos a segmentação alvo, validamos em homologação ou laboratório quando possível e fazemos o cutover em janela planejada com plano de rollback. A necessidade e a duração da parada dependem da topologia e das dependências encontradas.
Vocês entregam o equipamento de rede também?
Não fornecemos hardware diretamente. Como integradores, especificamos opções compatíveis com o projeto, como Stratix ou Cisco IE, e orientamos a aquisição por canais apropriados. Modelo, revisão, licenças e quantidade devem ser conferidos no pedido e no recebimento; a especificação reduz divergências, mas não substitui essa validação.
Como CPwE se relaciona com IEC 62443?
CPwE (Converged Plantwide Ethernet) é a arquitetura de referência conjunta da Rockwell e da Cisco para implementar os princípios de IEC 62443 em redes industriais: segmentação, defense-in-depth e zonas de segurança. Aplicamos os dois em conjunto.
Por onde começar uma jornada IEC 62443 numa planta legada?
Pelo diagnóstico: inventário de ativos, fluxos de comunicação, zonas implícitas e gaps contra SL-T desejado. Sem mapa, qualquer ação vira achismo. O diagnóstico orienta um roadmap progressivo, fasado por área crítica conforme prioridade de risco.
Quanto tempo leva implementar IDMZ numa planta existente?
Inclui análise de tráfego, desenho, aquisição de firewalls e servidores, migração de serviços replicados (PI-to-PI, RD Gateway, AD industrial, WSUS) e validação. O cronograma específico depende do escopo, das integrações existentes e das janelas operacionais disponíveis.
Posso ter rede industrial sem IDMZ se a planta for isolada?
Sim. A IEC 62443 exige que zonas, conduítes e controles sejam definidos pela análise de risco; ela não impõe uma topologia IDMZ pelo nome. Quando existem fluxos entre TI e OT, uma IDMZ é a arquitetura de referência recomendada pelo CPwE para intermediar serviços e reduzir caminhos diretos. Em ambiente realmente isolado, os controles e os riscos de mídia removível, manutenção e acesso local continuam precisando ser tratados.
Qual a diferença entre IEC 62443 SL-2 e SL-3?
Os níveis representam capacidades crescentes do adversário e requisitos por fundamento de segurança. O SL-T deve resultar da análise de risco de cada zona e pode ser um vetor, não uma etiqueta única para toda a planta. SL-3 normalmente exige controles mais robustos que SL-2, mas não se resume a uma lista genérica como 'MFA obrigatório'; os requisitos aplicáveis precisam ser avaliados por fundamento e arquitetura.
Patch management em OT atrasa a planta?
Pode exigir janela ou degradação controlada. Um programa maduro combina avaliação de aplicabilidade, homologação, backup, janela e rollback para equilibrar risco cibernético e disponibilidade. Nem todo patch é imediato nem toda postergação é segura; a decisão precisa ser registrada por ativo e vulnerabilidade.
Vocês fazem teste de penetração em rede OT?
Não executamos testes intrusivos em produção sem escopo, análise de risco e autorização formal. Quando há necessidade, trabalhamos com parceiros especializados, preferencialmente em ambiente espelho ou em janela controlada, com limites técnicos, monitoramento e plano de recuperação aprovados.

Sua planta precisa de uma análise de rede e cibersegurança OT?

Começamos com diagnóstico documentado: o que existe hoje, qual o risco operacional, qual o gap até IEC 62443 SL-T desejado. Sem alarmismo, sem checklist de produto.